sexta-feira, 19 de setembro de 2014



19/09/2014 as 04:39 hs

Dilma tem 37%, Marina, 30%, e Aécio, 17%, diz pesquisa Datafolha

Em simulação de 2º turno, Dilma e Marina estão empatadas tecnicamente.
Instituto ouviu 5.340 eleitores nos dias 17 e 18 de setembro.



Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (19) pelo jornal "Folha de S.Paulo" aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 37%
- Marina Silva (PSB): 30%
- Aécio Neves (PSDB): 17%
- Pastor Everaldo (PSC): 1%
- Luciana Genro (PSOL): 1%
- Eduardo Jorge (PV): 1%
- Zé Maria (PSTU): 0%*
- Rui Costa Pimenta (PCO): 0%*
- Eymael (PSDC): 0%*
- Levy Fidelix (PRTB): 0%*
- Mauro Iasi (PCB): 0%*
- Branco/nulo/nenhum: 6%
- Não sabe: 7%
* Cada um dos cinco indicados com 0% não atingiu, individualmente, 1% das intenções de voto. Somados, eles têm 1%.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 10, Dilma tinha 36%, Marina, 33%, e Aécio, 15%.
Segundo o Datafolha, é a primeira vez que Dilma abre vantagem sobre Marina desde a entrada da candidata do PSB na disputa, em agosto, após a morte de Eduardo Campos. A vantagem da petista passou de 3 para 7 pontos.
Segundo turno
O levantamento divulgado nesta sexta indica que, em um eventual segundo turno entre Dilma e Marina, as candidatas aparecem empatadas tecnicamente. A candidata do PSB tem 46% e a do PT, 44%. Na semana passada, Marina, com 47%, e Dilma, com 43%, também estavam tecnicamente empatadas.
Na simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio, a petista vence por 49% a 39% (49% a 38% na semana anterior).
O instituto também fez uma simulação entre Marina e Aécio. O resultado foi 49% a 35% para a candidata do PSB (ante os 54% a 30% do último levantamento).
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
O Datafolha ouviu 5.340 eleitores em 265 municípios nos dias 17 e 18 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00665/2014.
Espontânea
Na modalidade espontânea da pesquisa (em que o pesquisador somente pergunta ao entrevistado em quem ele pretende votar, sem apresentar a lista de candidatos), os resultados são os seguintes:
- Dilma Rousseff: 30%
- Marina Silva: 24%
- Aécio Neves: 12%
- Outras respostas: 1%
- Em branco/nulo/nenhum: 6%
- Não sabe: 26%
Rejeição
A presidente Dilma tem a maior taxa de rejeição (percentual dos que disseram que não votam em um candidato de jeito nenhum). Nesse item da pesquisa, os entrevistados puderam escolher mais de um nome.
- Dilma Roussef: 33%
- Marina Silva: 22%
- Aécio Neves: 21%
- Pastor Everaldo: 21%
- Zé Maria: 18%
- Levy Fidelix: 18%
- Eymael: 17%
- Luciana Genro: 16%
- Rui Costa Pimenta: 15%
- Eduardo Jorge: 15%
- Mauro Iasi: 14%
Avaliação da presidente
A pesquisa mostra que a administração da presidente Dilma Rousseff tem a aprovação de 37% dos entrevistados, que se refere aos entrevistados que classificaram o governo como “ótimo” ou “bom”.
Os que julgam o governo “ruim” ou “péssimo” são 24%, segundo o Datafolha. Para 38%, o governo é "regular". Os dois índices são os mesmos do levantamento anterior.
O resultado da avaliação é:
- Ótimo/bom: 37%
- Regular: 38%
- Ruim/péssimo: 24%
- Não sabe: 2%
A nota média atribuída pelos entrevistados ao governo foi 6,1.




France Presse
19/09/2014 02h27 - Atualizado em 19/09/2014 05h37

Escócia diz 'não' à independência e se mantém no Reino Unido

'Não' venceu com 55,30% dos votos.
'Sim' obteve 44,70% dos votos.

A Escócia rejeitou a proposta de ser independente do Reino Unido no referendo realizado no país na quinta-feira (17), com a vitória do "não" por quase 55,30% dos votos, informam as agências internacionais de notícias Efe, France Presse (AFP) e Reuters. A rede britânica BBC chegou a antecipar, no início da madrugada desta sexta (19), que os eleitores rejeitariam a proposta dos separatistas.
 
 

Desastre da visita de Henrique Alves a Mossoró provoca afastamento de Leonardo e Fafá da campanha

MAGNOS ALVES
Editor de Política
magnos.alves@gmail.com
O deputado estadual candidato à reeleição Leonardo Nogueira (DEM) e a sua mulher, ex-prefeita de Mossoró candidata a deputada federal Fafá Rosado (PMDB), se afastaram do deputado federal candidato a governador do PMDB Henrique Alves. Motivo foi a quebra de compromissos assumidos para a campanha.
O estopim foi a intervenção do ministro da Previdência Social, Garibaldi Filho (PMDB), para levar o apoio da prefeita de Areia Branca, Luana Bruno, e todo o PMDB local à campanha de reeleição da deputada federal Sandra Rosado (PSB), mesmo sendo esse um dos compromissos de Henrique para contar com o apoio de Fafá Rosado.
Leonardo Nogueira disse que foi uma surpresa desagradável saber dessa orientação da direção estadual ao PMDB de Areia Branca após o rompimento de Luana Bruna com o ex-prefeito Sousa. “Não acho que tenha sido justo retirar o apoio de uma candidatura do PMDB para dar ao PSB”, reclamou o parlamentar.
Diante dessa quebra de compromisso, Leonardo e Fafá decidiram não participar das mobilizações de Henrique nesta quarta-feira, 17, em Mossoró e hoje em Areia Branca e Serra do Mel. “Estamos realizando a nossa campanha normalmente, mas sem participar da majoritária, até que esse assunto seja resolvido”, assegurou Leonardo.
 
 

Marido de Rosalba Ciarlini oficializa o rompimento com José Agripino Maia

Secretário-chefe do Gabinete Civil, Carlos Augusto Rosado já pretendia deixar o DEM

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O secretário-chefe do Gabinete Civil do governo do Estado do Rio Grande do Norte, Carlos Augusto Rosado, marido da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), oficializou nesta quarta-feira, junto à 34ª Zona Eleitoral de Mossoró, sua desfiliação do DEM. Com isso, deixa também a presidência do Diretório mossoroense do partido. E, por consequência, oficializa o rompimento com o líder do DEM no Estado, o senador José Agripino Maia.
Na verdade, a saída de Carlos Augusto do partido já era esperada. Assim como se aguarda a desfiliação de Rosalba para tão logo ela termine o mandato de governadora do Estado. Caso deixe o DEM antes, a governadora poderia perder o mandato, já que a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que trata da Fidelidade Partidária estabelece que o mandato pertence ao partido, e não ao político.
Rosalba e Carlos Augusto se consideram “traídos” pelo senador e líder do DEM, que abandonou o projeto de reeleição de Rosalba para se aliar ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que trabalhava sua candidatura ao governo de forma estratégica. Na época, Agripino justificou que a maioria do partido preferiria garantir condições de elegibilidade aos deputados do partido, entre eles, Felipe Maia, filho do senador, candidato à reeleição.
O raciocínio do senador era de que, isolado, sem apoios de outras legendas, o DEM não teria chances matemáticas de reeleger Rosalba e os seus representantes na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Deu prazo para Rosalba costurar alianças. Ao final, sem apoios contrários expressivos, Agripino reuniu o DEM e, por votação, decidiu o futuro de Rosalba, com a maioria do partido optando pela não candidatura da governadora à reeleição.
Nesse pleito, Rosalba tem ficado de fora – pelo menor, oficialmente. Antipatiza com o vice-governador, Robinson Faria, candidato ao governo que a critica desde que ele rompeu com ela, no final de 2011, ainda no primeiro ano de gestão, e ressente-se de Henrique Alves, que Rosalba reputa como articulador do seu martírio político.
Oficialmente, a governadora diz apoiar apenas a candidatura do sobrinho, Betinho Segundo, que tenta substituir o pai, Betinho Rosado (DEM), irmão de Carlos Augusto, na Câmara Federal.
Nos bastidores, entretanto, há quem confirme a simpatia da governadora pela candidatura de Fátima Bezerra (PT) ao Senado, já que, assim, Rosalba derrotaria indiretamente Wilma de Faria (PSB), principal oponente dela no governo. A se confirmarem as pesquisas, Fátima vencendo seria uma vitória de Rosalba, que veria Wilma de Faria derrotada. Vários prefeitos do DEM que contam com o apoio do governo Rosalba apoiam Fátima. Dizem nos bastidores que esse apoio obedece à orientação indireta da governadora.
Ao virar do ano, Rosalba deverá deixar o DEM e fazer nova opção partidária. Poderá disputar a Prefeitura de Mossoró em 2016, cidade que já governou por três ocasiões e que a projetou como administradora competente. Poderá ter o apoio do atual prefeito, Francisco José Júnior, que não deverá disputar a reeleição. Francisco José Júnior é do PSD, partido de Robinson Faria.
 
 

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

18/09/2014
POLÌTICA NACIONAL

Dilma manda suspender plano de governo por atrito com o PT

Oficialmente, Dilma falou que não iria divulgar seu programa de governo porque suas propostas seriam conhecidas pela televisão e na internet

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff mandou suspender a divulgação de seu programa de governo após impasse com alas do PT que defendem outras propostas, segundo informou o jornal Folha de S. Paulo. No ato da candidatura, em julho, a equipe de Dilma apresentou uma espécie de esboço do programa, com a intenção de divulgar ao longo da campanha as ideias detalhadas por temas debatidos com o partido.
Oficialmente, Dilma falou que não iria divulgar seu programa de governo porque suas propostas seriam conhecidas pela televisão e na internet. O documento propunha, entre outros pontos, avançar na negociação para a redução da jornada de trabalho, o fim do fator previdenciário (que reduz o valor de aposentadorias precoces) e a regulamentação da terceirização.
Segundo o jornal, apesar de não declarar publicamente, o governo evita há quatro anos que a proposta do fim do fator previdenciário seja votada no Congresso. O Planalto enfrenta pressão das centrais sindicais, mas nunca se comprometeu com a ideia da redução da jornada de trabalho. Ao tomar conhecimento por assessores das propostas para trabalho e emprego, Dilma determinou o adiamento da divulgação do programa.
Além da área de emprego, há um atrito na Lei de Anistia, que Dilma se posiciona a favor, mas não teria encaminhado a medida para não provocar crise com as Forças Armadas.
Fonte: Terra
 
 

Deputado Federal quer provar que morte de Campos não foi acidente

Deputado federal pelo PC doB e candidato à reeleição foi ao local da queda do avião no dia do acidente e começou a reunir provas do que ele diz ser um atentado

Deputado Protógenes Queiroz afirma ter provas de que atentado matou Eduardo Campos. Foto: Divulgação
Deputado Protógenes Queiroz afirma ter provas de que atentado matou Eduardo Campos. Foto: Divulgação
O deputado federal e candidato à reeleição Protógenes Queiroz (PC do B) tem repetido que a queda do avião em Santos (SP) que matou o candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) e mais seis pessoas “não foi um acidente normal”, mas sim um atentado. Em entrevista ao Terra, Protógenes, que é delegado licenciado da Polícia Federal (PF), disse: “questão do acidente ser normal, na minha convicção, está afastado isso”. Ele afirma ter provas de sua versão dos fatos, relata estar conduzindo uma investigação paralela e que irá entregar os dados coletados à Procuradoria Geral da República (PGR) após as eleições. “Eu quero saber as explicações para as lacunas de dados que eu estou coletando, pra formatar uma convicção e apontar até uma direção dos possíveis responsáveis”, afirmou.
O irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos, afirmou, por meio de nota na última segunda-feira que juntou “tal nota (sobre a versão do deputado) perante o Ministério Público de Santos e a 5ª Vara Federal de Santos, na tarde de hoje, requerendo que se intime o Delegado Federal e Deputado Federal Protógenes Queiroz para que perante o MPF e a Justiça Federal faça o seu esclarecimento e traga aos autos os citados indícios e depoimentos que alega ter de que o acidente com Eduardo Campos teria sido atentado”.
No dia da queda da aeronave, Protógenes relata que estava na baixada santista, onde iria se encontrar com o candidato à Presidência, “apesar de não pertencer ao mesmo campo político, mas por questão de respeito, por amizade que eu tinha com o Eduardo Campos”. Ao ficar sabendo do ocorrido, o delegado licenciado diz ter se dirigido ao local da tragédia “para coletar informações”.
O primeiro fato estranho, de acordo com Protógenes, é que “a equipe da PF que ficou designada pra poder acompanhar nas buscas, coletar alguns dados, só chegou na madrugada do dia seguinte”. Ele afirma que a área não foi isolada corretamente para a coleta e análise de evidências.
No região da queda do avião ele diz ainda ter encontrado “contradições”. Relata ter localizado um fichário de anotações do piloto, mas apenas a capa, sem as folhas, que encontrou em outro local após buscar por conta própria. “Por que foram retiradas essas folhas? Por que eu encontrei em outro local? Eu fotografei as folhas e pedi pra perícia recolher”.
Ele conta ainda ter tirado fotos de pedaços da fuselagem do avião e que teve acesso às imagens dos destroços coletados e armazenados na base da Força Aérea no Guarujá. Segundo ele, várias peças não constam nas fotos na base aérea: “eu vou lá (na base aérea) pra confrontar o que eles retiraram do local, referente à aeronave, e (ver) se não constam algumas peças que eu encontrei no local”.
O deputado disse que as imagens captadas por câmeras de prédios no entorno levam a crer que o piloto estava sem o controle da aeronave no momento em que caiu. “Todo o sistema de aviônica, eletrônico, digital da aeronave foi paralisado”. Outra questão seria quem autorizou o plano de voo em condições meteorológicas desfavoráveis: “aquela pista (no Guarujá, para onde o jato seguia) precisaria ter boas condições de visibilidade para se poder aterrissar”.
Por fim, o delegado afirma que alguns técnicos da PF que estão trabalhando no caso estariam receosos com a possibilidade de um atentado. “Os técnicos estão um pouco amedrontados com a situação, amedrontas porque converge com uma situação de um atentado (…) e eles têm medo de algum tipo de retaliação”.
Fonte: Terra
 
 

População natalense lincha mais um acusado de praticar assaltos nas ruas da cidade

Populares estavam revoltados e queriam fazer justiça com as próprias mãos

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Na manhã de ontem, quarta Feira (17), populares acionaram a polícia militar para atender a uma ocorrência na Avenida Bernardo Vieira, em Natal, onde um homem estaria sendo espancado por por populares após ter sido flagrado praticando um assalto.
Segundo informações dos policiais que atenderam a ocorrência, o elemento identificado apenas pelo nome de Fabiano, estava sendo linchado pela população após ter tentado assaltar um idoso.
O homem foi encaminhado para o Hospital Clóvis Sarinho para receber atendimento e em seguida foi encaminhado para delegacia onde foi autuado por roubo.
Fonte: 190 RN

quarta-feira, 17 de setembro de 2014


Propaganda de Wilma foi apreendida pela PRF

A Policia Rodoviária Federal prendeu propagandas irregulares dos candidatos do acordão, Henrique Alves e Wilma de Faria..
A propaganda do candidato a governador e senadora estavam colocados em lugares proibidos nas BR e poderiam causar acidentes..



Dinorá e Eliseu na campanha de Henrique Alves

Mala Preta de Dinorá
Fiquei sabendo que na campanha do candidato a governador, Henrique Alves tem dois importantes coordenadores.. Eles são conhecidos como Dinorá e Eliseu..
Dinorá é quem anda com a mala preta, Eliseu só tem conversa…
Quando num município a pesquisa mostra de Henrique Alves tá mal e com possibilidade de perder a eleição, Dinorá é escalada para levar a mala preta e ajeitar a situação.. Quando noutro município, Henrique Alves tá bem avaliado na pesquisa ganhando a eleição, quem vai visitar as lideranças é o primo Eliseu que só trabalha com conversa..
Eliseu, o conversador
Segundo o soldado, Vasco, num município que Henrique está ganhando não precisa gastar, “isso é chover no molhado” disse um bacurau da língua grande..
Tem lideranças morrendo de trabalhar para Henrique ganhar no seu município e só recebe a visita de Eliseu..  Eles são os inocentes..

EMPRESÁRIO QUE CEDE APARTAMENTO EM SP A MARINA FRAUDOU GASOLINA

:
Milionário Carlos Henrique Ribeiro do Valle, proprietário do grupo RVM, que possui postos de gasolina e a distribuidora Petronac, empresta seu apartamento na Vila Nova Conceição, para a candidata do PSB se hospedar de graça; Valle, a Petronac e um de seus postos, o Saema Auto Posto, já foram condenados por adulteração de combustível; furo é do site O Cafezinho; “A troco de que um sujeito com esse perfil emprestaria, de graça, um apartamento à Marina Silva?”, questiona jornalista Miguel do Rosário
 

STF derruba censura e revista IstoÉ voltará a circular normalmente

Luís Roberto Barroso cassou liminar de juíza cearense que impedia a circulação da edição de IstoÉ desta semana e a divulgação de matéria que cita o governador cearense, Cid Gomes, no escândalo de corrupção na Petrobras

O governador cearense Cid Gomes entrou na Justiça para censurar a revista que trazia seu nome envolvido no escândalo da Petrobras. Foto: Divulgação
O governador cearense Cid Gomes entrou na Justiça para censurar a revista que trazia seu nome envolvido no escândalo da Petrobras. Foto: Divulgação
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luis Roberto Barroso cassou a liminar deferida por uma juíza de Fortaleza a pedido do governador do Ceará, Cid Gomes, que suspendia a circulação da edição desta semana de IstoÉ. Com o fim da censura imposta pela magistrada de plantão Maria Marleide Maciel Queiroz, da 3ª Vara de Família da capital cearense, a revista volta a circular em todo o País, inclusive no Ceará, e a matéria em sua versão eletrônica já voltou ao ar.
O governador cearense decidiu entrar na Justiça para censurar IstoÉ porque seu nome é citado em uma reportagem da revista sobre a delação premiada do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Gomes, assim como algumas dezenas de políticos brasileiros, foram citados por Costa no extenso depoimento que ele vem dando ao Ministério Público Federal após acordo de delação premiada.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No rastro do dinheiro da Propinobrás

 

Entenda como o esquema na Petrobras abasteceu os aliados

Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.
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Já se sabia que dessa lista faziam parte figuras graúdas da República, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP, Romero Jucá, senador do PMDB, Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT, João Pizzolatti, deputado federal do PP, e Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP, e até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado. No entanto, a relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).
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O DOLEIRO AMEAÇA FALAR
Envolvido na Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, que também
está preso, tem sido pressionado a contar tudo, em troca de benefícios
Na semana passada, as investigações avançaram sobre o rastreamento do dinheiro desviado. Os levantamentos preliminares já confirmaram que boa parte da lista de parlamentares e chefes de governos estaduais contemplada, segundo o delator, pelo propinoduto da Petrobras, tem conexão direta com as empresas envolvidas no esquema da estatal. Levantamento feito na prestação de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que cinco empreiteiras acusadas de participar do esquema este ano doaram quase R$ 90 milhões a políticos relacionados ao escândalo. Procuradas por ISTOÉ, as empresas envolvidas respondem em uníssono que as doações “seguem rigorosamente a legislação eleitoral”. A PF, no entanto, apura a origem dos recursos doados e se, além dos repasses oficiais, houve remessas ilegais. Suspeita-se que as doações eleitorais sejam usadas para lavar e internalizar o dinheiro depositado no exterior. Instada a colaborar, a Justiça da Suíça, país por onde circularam receitas provenientes de superfaturamento dos contratos da Petrobras, já deu o sinal verde para a cooperação.
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FACHADA
O governador do Ceará, Cid Gomes, delatado por Paulo Roberto Costa,
nega que tenha envolvimento no caso
A análise do mapa de distribuição do dinheiro para as campanhas de políticos ligados ao escândalo mostra que os repasses financeiros nem sempre guardam relação com o perfil econômico dos Estados. Essa constatação intriga a PF. É o caso de Alagoas, Estado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos personagens citados no testemunho do delator. Em uma unidade da federação em que as principais atividades são a indústria açucareira e o turismo, as empreiteiras contratadas pela Petrobras não têm nenhum interesse de investimento ou projetos no estado. Mesmo asism, abarrotaram o caixa de campanha de Renan Filho (PMDB), herdeiro político do senador. Cinco empresas relacionadas ao esquema entraram com R$ 8,1 milhões na campanha, o equivalente a 46,8% dos R$ 17,3 milhões arrecadados pelo diretório estadual do partido, presidido pelo parlamentar.
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BENEFICIÁRIO
Mencionado pelo ex-diretor da Petrobras na delação premiada,
o senador Delcídio Amaral obteve recursos para sua campanha
de empresas citadas como integrantes do esquema
No fim de agosto deste ano, um cheque de R$ 3,3 milhões da Camargo Corrêa irrigou o caixa controlado por Renan. Para que os recursos não saíssem diretamente para a campanha do filho do presidente do Senado, o dinheiro foi pulverizado em campanhas de deputados estaduais de diferentes partidos que compõem a coligação formada em torno de Renan Filho. Partidos como PDT, PT, PCdoB e PROS dividiram os recursos. O senador reagiu indignado ao vazamento do acordo de delação e negou proximidade com a diretoria da Petrobras. “As relações nunca ultrapassaram os limites institucionais”, afirma o parlamentar alagoano. A Camargo Corrêa foi levada à investigação da PF pelo doleiro Alberto Youssef, responsável pela lavagem do dinheiro ilegal da Petrobras. Em uma mensagem interceptada, ele reclamou que adiantou dinheiro à empreiteira e que não sabia como cobrar a dívida, de R$ 12 milhões, por ser amigo de diretores da empresa.
As denúncias do ex-diretor da Petrobras, feitas no depoimento concedido ao juiz Sérgio Moro, especialista em lavagem de dinheiro, atingiram as duas principais autoridades do Poder Legislativo. Além de Renan, Costa também mencionou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), como beneficiário do esquema criminoso. Alves viveu por semanas a pressão de submeter o deputado André Vargas (PT-PR), amigo do doleiro Youssef, às instâncias do conselho de ética da Casa. Agora, ele próprio se vê envolvido na incômoda lista de políticos apontados pelo delator. Alves nega ter recebido recursos de Paulo Roberto Costa, mas, a exemplo de Renan, tem a campanha abastecida por empresas situadas no epicentro do escândalo. Henrique Eduardo Alves lidera a corrida ao governo do Rio Grande do Norte. Até agora, recebeu R$ 6,7 milhões de três empreiteiras apontadas no esquema de desvio de verbas da estatal. A relação do presidente da Câmara com a Petrobras é antiga. Sua influência nos quadros da estatal alcança desde grandes postos no Rio de Janeiro até a gestão da Refinaria Clara Camarão, no seu Estado. Só para alojar um apadrinhado na refinaria, o presidente da Câmara ordenou em 2012 a constituição de uma nova gerência de serviços especiais. Trata-se de Luiz Antônio Pereira. Um ano antes, a refinaria Clara Camarão havia passado por um pente fino do TCU e o tribunal encaminhou a auditoria para o Ministério Público, com o objetivo de esmiuçar indícios de superfaturamento e contratos sem licitações que marcaram a gestão da obra.
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Incluído também na lista do ex-diretor da Petrobras, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) viu brotar na conta bancária do diretório partidário que preside em Roraima recursos provenientes das empreiteiras citadas no esquema. A OAS, Andrade Gutierrez e UTC doaram, juntas, R$ 1,6 milhão ao projeto político do PMDB no Estado. O valor que as empreiteiras repassaram à sigla de Jucá é maior do que os recursos transferidos das empreiteiras para o PSB, partido do cabeça de chapa da coligação do PMDB: o comitê do candidato ao governo Chico Rodrigues, que tem o filho de Jucá, Rodrigo Jucá, como candidato a vice, arrecadou R$ 615 mil.
Em seu depoimento à PF, Paulo Roberto Costa revelou que as empreiteiras contratadas pela Petrobras eram obrigadas a fazer doações para um caixa paralelo de partidos e políticos integrantes da base de sustentação de Dilma. Seguindo o rastro do dinheiro, a investigação mostra que, até agora, as empresas contratadas pela Petrobras engordaram o caixa do PMDB em R$ 15,5 milhões. Enquanto os peemedebistas adotam um método pulverizado de doação de campanha, o PT é o que concentra a maior fatia do dinheiro das empresas citadas no escândalo. Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, Engevix e UTC destinaram R$ 28,5 milhões à direção nacional do PT. À candidata Dilma Rousseff, R$ 20 milhões foram repassados pela OAS e outros R$ 5 milhões pela UTC.
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CITADO
O senador Francisco Dornelles, alvo do delator Paulo Roberto Costa,
obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão
A rede de corrupção guarda íntima relação com problemas de gestão identificados pelos órgãos de fiscalização na execução de outras obras de refinarias. No Maranhão, a pressa política do PT em apresentar a pedra fundamental da Refinaria Premium custou R$ 84,9 milhões à Petrobras. O lançamento foi feito sem o projeto básico e o consórcio de empreiteiras contratado atrasou o início das obras, pois os terrenos ainda estavam sub judice. Ainda no Estado maranhense, o filho do ministro de Minas e Energia, integrante da lista de Paulo Roberto Costa, e candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Lobão Filho, recebeu para sua campanha R$ 500 mil da empresa Andrade Gutierrez. A PF apura ligações do candidato com a empresa fornecedora de material para a construção da refinaria, no município de Bacabeira. O ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau atua há muito tempo nessa área para a família do ex-presidente José Sarney (PMDB), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Quando saiu do ministério, Rondeau foi trabalhar na Engevix, uma das cinco empreiteiras abraçadas pelo escândalo.
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ELE, DE NOVO
O deputado Eduardo Cunha é outro integrante do PMDB
incluído na lista do ex-diretor da Petrobras
Recém-incluído na rumorosa relação do delator, o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema. A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC. Entre 2000 e 2001, Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, em 2002, ele se transferiu do PFL para o PT e apadrinhou a indicação de Nestor Cerveró, primeiro para a área de Gás e Energia, ocupada por Ildo Sauer, e, finalmente, para a área Internacional. Um dos depoentes da CPI da Petrobras no Congresso na última semana, Cerveró encontra-se no rol de investigados no escândalo da estatal. 
Outros três políticos que aparecem no escândalo receberam, direta ou indiretamente, dinheiro das empreiteiras acusadas de irregularidades nos contratos com a Petrobras. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi agraciado com R$ 150 mil provenientes da UTC. Já o senador Francisco Dornelles (PP) obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão. À ISTOÉ, Dornelles admitiu que conhece Paulo Roberto Costa, mas, segundo o senador, não houve qualquer participação dele nessas doações. “Todas as doações recebidas pelo diretório do PP no Rio tiveram como origem empresas juridicamente aptas a fazê-las”, afirmou. O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte foi contemplado com R$ 200 mil da OAS e R$ 100 mil da UTC. Na delação que fez à PF, Paulo Roberto Costa menciona ainda o governador Cid Gomes, do Ceará, com quem negociou a instalação de uma minirrefinaria no Estado. O projeto seria apenas uma fachada para um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel, conforme ISTOÉ denunciou em abril. “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”, disse o governador Cid Gomes à ISTOÉ na tarde da sexta-feira 12.
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Quando a Polícia Federal iniciou as apurações, os investigadores tentaram abraçar um universo de temas. Sob a guarda do juiz federal Sérgio Moro, a PF buscava provas de crimes de evasão de divisas, contrabando de pedras preciosas e tráfico internacional de drogas, mas tinha dificuldade para amarrar uma linha de trabalho e caracterizar a ação de uma quadrilha. O acordo de delação do ex-diretor da Petrobras contribuiu, e muito, para apontar um rumo. Mas, para se livrar dos 50 anos de prisão que teria de pagar pelos seus crimes, Paulo Roberto Costa terá de trazer provas. Todos os políticos rechaçam as acusações do delator com o argumento de que não foram apresentadas provas. De fato, para que o depoimento do delator tenha relevância na elucidação da rede de corrupção, Costa terá de materializar suas afirmações. Pelo que se pode depreender até agora, as movimentações feitas com os recursos desviados da Petrobras abrangem o caixa formal dos candidatos, como mostra esta reportagem, e também dinheiro de caixa 2. No curso de seu trabalho para desvendar as tenebrosas transações, Sérgio Moro deu uma ordem: não quer depender de grampos ou suposições e vai fugir da “teoria do domínio do fato”, método que permeou o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção dos governos do PT.